domingo, 23 de janeiro de 2011

Mister Corvo


Conta a história que um pastor conquista a gratidão de um velho corvo ao arrancar-lhe um espinho da pata. A partir daí, a ave ajudará o pastor a conseguir realizar os seus sonhos através de uma série de trocas que, partindo do espinho, serão a linha condutora da narração: pela espinho, uma candeia; pela candeia, uma vaca...
Luisa Morandeira adapta este conto original turco e Maurizio A. C. Quarello ilustra.
Esta versão livre, enriquecida na sua trama com elementos recolhidos da tradição do Médio Oriente, chega ao desenlace, semelhante a outras versões europeias, com a canção que recolhe a fórmula das trocas e que será interpretada pelo protagonista com um instrumento musical, objecto último de troca.
Uma história que fez as delícias da pequenada, em mais uma visita à Biblioteca. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Para reflectir

"Não são os grandes planos que dão certo.

São os pequenos detalhes."
Stephen Kanitz

Construindo Paus de Chuva


O pau de chuva é um instrumento musical idiofônicos, instrumento de percussão e ritmo com um som musicalmente impreciso, próximo ao que chamamos de ruído.
Neste instrumento o som produzido é parecido ao som da chuva,daí o seu nome.

Para construir um Pau de Chuva é necessário:

1 - Um cilindro de cartão duro.
2 - Pregos
3 - Um martelo
4 - Sementes ( Arroz, Grão, Alpista) ou pedras de diferentes tamanhos.
5 - Material para a sua decoração (Plástico auto-colante,Tecidos).

Como fazer?
1 - Prega os pregos em torno do cilindro a todo o comprimento
2 - Fecha uma extremidade do tubo com uma rodela de cartão e cola com cuidado.
3 - Deita lá dentro as sementes e ou as pedras e feicha a outra extremidade do tubo.
4 - Decora a teu gosto e diverte-te.

Um lindo Castanheiro

 Hoje foi um dia especial. O Castanheiro da Helena já nasceu. E todos vamos cuidar dele, para que fique uma árvore grande e forte. Quem sabe um dia vamos poder comer as suas castanhas? 
Nos outros vamos continuar a colocar água, para ver quem é o próximo felizardo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Branca de Neve e os sete anões


Há muito, muito tempo, num reino distante, viviam um rei, uma rainha e sua filha, a princesa Branca de Neve. Sua pele era branca como a neve, os lábios vermelhos como o sangue e os cabelos pretos como o ébano.

Um dia, a rainha ficou muito doente e morreu. O rei, sentindo-se muito sozinho, casou-se novamente. O que ninguém sabia é que a nova rainha era uma feiticeira cruel, invejosa e muito vaidosa. Ela possuía um espelho mágico, para o qual perguntava todos os dias:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela do que eu?
— És a mais bela de todas as mulheres, minha rainha!
— respondia ele.
Branca de Neve crescia e ficava cada vez mais bonita,encantadora e meiga. Todos gostavam muito dela, exceto a rainha, pois tinha medo que Branca de Neve se tornasse mais bonita que ela.
Depois que o rei morreu, a rainha obrigava a princesa a vestir-se com trapos e a trabalhar na limpeza e na arrumação de todo o castelo. Branca de Neve passava os dias lavando, passando e esfregando, mas não reclamava. Era meiga, educada e amada por todos.
Um dia, como de costume, a rainha perguntou ao espelho:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela do que eu?
— Sim, minha rainha! Branca de Neve é agora a mais bela!
A rainha ficou furiosa, pois queria ser a mais bela para sempre. Imediatamente mandou chamar seu melhor caçador e ordenou que ele matasse a princesa e trouxesse seu coração numa caixa.
No dia seguinte, ele convidou a menina para um passeio na floresta, mas não a matou.
— Princesa, — disse ele — a rainha ordenou que eu a mate, mas não posso fazer isso. Eu a vi crescer e sempre fui leal a seu pai.
— A rainha?! Mas, por quê? — perguntou a princesa.
— Infelizmente não sei, mas não vou obedecer a rainha dessa vez. Fuja, princesa, e por favor não volte ao castelo, porque ela é capaz de matá-la!
Branca de Neve correu pela floresta muito assustada, chorando, sem ter para onde ir.
O caçador matou uma gazela, colocou seu coração numa caixa e levou para a rainha, que ficou bastante satisfeita, pensando que a enteada estava morta.
Anoiteceu. Branca de Neve vagou pela floresta até encontrar uma cabana. Era pequena e muito graciosa. Parecia habitada por crianças, pois tudo ali era pequeno.
A casa estava muito desarrumada e suja, mas Branca de Neve lavou a louça, as roupas e varreu a casa. No andar de cima da casinha encontrou sete caminhas, uma ao lado da outra. A moça estava tão cansada que juntou as caminhas, deitou-se e dormiu.
Os donos da cabana eram sete anõezinhos que trabalhavam numa Mina e ao voltarem para casa, se assustaram ao ver tudo arrumado e limpo.
Os sete homenzinhos subiram a escada e ficaram muito espantados ao encontrar uma linda jovem dormindo em suas camas.
Branca de Neve acordou e contou sua história para os anões, que logo se afeiçoaram a ela e a convidaram para morar com eles.
O tempo passou… Um dia, a rainha resolveu consultar novamente seu espelho e descobriu que a princesa continuava viva.
Ficou furiosa. Fez uma poção venenosa, que colocou dentro de uma maçã, e transformou-se numa velhinha com ar simpático.
— Uma mordida nesta maçã fará Branca de Neve dormir para sempre — disse a bruxa.
No dia seguinte, os anões saíram para trabalhar na Mina e Branca de Neve ficou sozinha.
Pouco depois, a velhinha com ar simpático chegou perto da janela da cozinha. A princesa ofereceu-lhe um copo de água e conversou com ela.
— Muito obrigada! — Disse a velhinha — Coma uma maçã… são tão saborosas.
No mesmo instante em que mordeu a maçã, a princesa caiu desmaiada no chão. Os anões, alertados pelos animais da floresta, chegaram à cabana enquanto a rainha fugia. Na fuga, ela acabou caindo num abismo e morreu.
Os anõezinhos encontraram Branca de Neve caída, como se estivesse dormindo. Então colocaram-na num lindo caixão de cristal, em uma clareira e ficaram vigiando noite e dia, esperando que um dia ela acordasse.
Um certo dia, chegou até a clareira um príncipe do reino vizinho e logo que viu Branca de Neve se apaixonou por ela. Ele pediu aos anões que o deixassem levar o corpo da princesa para seu castelo, e prometeu que velaria por ela.
Os anões concordaram e, quando foram erguer o caixão, este caiu, fazendo com que o pedaço de maçã que estava alojado na garganta de Branca de Neve saísse por sua boca, desfazendo o feitiço e acordando a princesa. Quando Branca de Neve viu o príncipe, apaixonou-se por ele. Branca de Neve despediu-se dos sete anões e partiu junto com o príncipe para um castelo distante onde se casaram e foram felizes para sempre.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Pote Pinote

Um rei ambicioso, rico e malvado.
Um homem e uma mulher pobres e enganados pelo monarca.
Um pote que anda de um lado para o outro recolhendo e distribuindo entre os mais desfavorecidos o que, por justiça, lhes pertence.
São os ingredientes desta divertida história tradicional dinamarquesa, que a nossa amiga Sara nos contou, na primeira visita, deste ano à Biblioteca.
A partir da pergunta «O que comerá o rei? Comerá... comerá...» o elemento fantástico – o pote Pinote – mistura-se com a realidade para a modificar em benefício dos mais fracos, numa lógica evidente que irá inverter a ordem das coisas. Engenho e humor para que os pequenos leitores tirem as suas próprias conclusões a partir de uma velha história que não deixa de ser actual.

Texto de Patacrúa
Ilustrações de Kristina Andres
Tradução Elisabete Ramos

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pintura com material reciclado

Esta técnica de Pintura permite a reutilização de tampas de frascos e embalagens que funcionam aqui como carimbos.
 
Material: Tinta cenografica, Tampas de embalagens e frascos com diferentes formas e tamanhos, Papel A4.